quarta-feira, 27 de junho de 2012

HIPERTONIA DOS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO


O que é hipertonia?
Os músculos em repouso permanecem num estado de semicontração ou de tensão, chamado de tônus muscular. Este pode aumentar (hipertonia) ou diminuir (hipotonia), de modo voluntário ou involuntariamente. De acordo com os autores Guyton, Hall (2001) e Singi (2001), o tônus ocorre por impulsos nervosos originados nos fusos musculares, e através desta estimulação é que algumas fibras dos músculos permanecem contraídas. Para diversos pesquisadores fatores emocionais levam ao aumento do tônus muscular.
O tônus muscular pode ser definido como a resistência encontrada durante o estado de relaxamento voluntário (Bigongiari e cols. 2008).
Alterações do tônus muscular que formam o assoalho pélvico podem determinar o surgimento do vaginismo, anorgasmia, entre outras disfunções (Antonioli, Simões, 2010).
Uma musculatura sadia, tônica e contrátil permite melhor qualidade na sensibilidade vaginal, e esta é imprescindível para uma atividade sexual de qualidade (Chiarapa; Cacho; Alves, 2007).

Na prática fisioterapêutica observa-se que muitas mulheres iniciam sua prática sexual com aumento do tônus muscular dos MAP, isto ocorre geralmente quando esta mulher teve educação religiosa e/ou familiar muito rígida, abuso ou assédio sexual na infância ou adolescência, traumas locais, imagem corporal alterada, baixa autoestima, postura inadequada da pelve, hímen complascente, pós-parto vaginal, entre outros físicos e psicológicos.
O surgimento da hipertonia após algum tempo de prática sexual e sem queixas ou alteração no tônus ocorre por fatores emocionais e físicos. Alguns exemplos: problemas conjugais, de saúde (cândida de repetição, bartholinite, cistite, etc), fatores psicológicos, dor ou desconforto na penetração, entre outros.


A hipertonia ocasiona alteração do desejo sexual?
Na prática fisioterapêutica e na literatura observa-se que sim.
Em estudos realizados por Abdo et al. (2002) com 2.835 brasileiros de várias cidades, sendo que as mulheres eram 53% do total da amostra, observou que as principais disfunções sexuais femininas foram a ausência de orgasmo, com 29,3%, e a falta de desejo sexual teve índice de 34,6%. Visto que, para esses autores, a falta de desejo sexual é a disfunção mais comum nas mulheres, e sua prevalência aumenta de acordo com a idade.
Na prática verifica-se que a tensão dos MAP causam em alguns casos dor ou desconforto na penetração vaginal, causa diminuição ou ausência de lubrificação, enfraquecimento dos MAP, alteração de sensibilidade da vagina e às vezes da região de clitóris e ânus, DIMINUIÇÃO OU AUSÊNCIA DO DESEJO SEXUAL, e pode com o tempo ocorrer laceração muscular local. Visto que com a tensão muscular local ocorre alteração vascular e circulatória, onde os músculos tornam-se fracos e sem elasticidade. E pode surgir nódulos de tensão local.
Na maioria dos atendimentos de pacientes com vaginismo este se desenvolveu durante o relacionamento. Neste caso observa-se acentuada hipertonia muscular, sendo muitas vezes necessário várias sessões de fisioterapia. Nestes casos geralmente o casal tem uma frequência muito baixa de penetração sexual, ou até ausente por anos.
Diante destes quadros de disfunção sexual feminina, observou-se na busca de literatura que no tratamento fisioterapêutico  ocorre um aumento do desejo sexual, e este aumento favorece a melhora da excitação sexual. Desta forma, mulheres com disfunções orgásticas adquirem maior capacidade de obterem o orgamos (Etienne, Waitman, 2009).

A hipertonia interfere no orgasmo vaginal?
Sim, a hipertonia interfere no orgasmo vaginal. Mas depende também de outros fatores, como sua sexualidade, seu emocional, fatores físicos e conjugais, e o grau de hipertonia local (leve – moderado – grave).
            Quando os MAP estão com alteração de tônus (tensos ou flácidos) torna-se muito difícil para a mulher conseguir ter o orgasmo vaginal.

Figura - Músculos do Assoalho Pélvico - MAP

Fonte: Fabiane Dell` Antônio



domingo, 24 de junho de 2012

INCONTINÊNCIA URINÁRIA AOS ESFORÇOS

INCONTINÊNCIA URINÁRIA AOS ESFORÇOS

A incontinência urinária (IU) induzida pelo esforço é uma das causas mais comuns de perda involuntária de urina nos pacientes idosos do sexo feminino.
 A causa mais freqüente de IU de esforço é a hipermotilidade uretral decorrente da fraqueza do assoalho pélvico (músculos entre vagina/pênis e ânus)  ou consequente a procedimentos cirúrgicos. Assim como desnervação do assoalho pélvico,  radioterapia prévia, diminuição dos níveis estrogênicos e a procedimentos cirúrgicos.
Pacientes idosos do sexo masculino raramente apresentam IU de esforço. Quando isso ocorre, a principal causa é  radioterapia prévia ou procedimentos cirúrgicos, principalmente as prostatectomias, quer realizadas para doenças prostáticas benignas ou malignas.

O tratamento da IU de esforço depende da causa base, das condições clínicas
do paciente e da expectativa em relação aos resultados.

Atualmente existem 3 formas de abordagem terapêutica:
1-     Tratamento farmacológico;
2-   Tratamento conservador comportamental e fisioterápico;
3-     Tratamento cirúrgico.

             Fig.   Períneo masculino e feminino, região que abaixo da pele tem os músculos do assoalho pélvico.

Reis RB, Cologna AJ, Martins ACP, Tucci Jr S, Suaid HJ. Incontinência urinária no idoso. Acta Cir Bras [serial online] 2003 vol 18

                                                                      EXPERIÊNCIA PRÁTICA - NO CONSULTÓRIO

No consultório observa-se que as mulheres relatam perder urina nas atividades como: espirro, risadas, tosse, caminhar, mudança de posição e nos exercícios físicos.

É muito comum esta queixa em mulheres que tiveram mais de um parto vaginal, mulheres com sobrepeso, com história de doença respiratória, mulheres com muitos parceiros sexuais ou início precoce da atividade sexual, após a menopausa, fumantes, e mulheres que praticam muita atividade física de esforço, como corrida, jump, ciclismo, entre outras.

Oriento que exercítem os MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO (MAP)  para mantê-los fortes, assim como a necessidade de fortalecer a região abdominal.


Se você perde urina aos esforços provavelmente seus MAP estão fracos. Faça o teste: tente  segurar o "xixi" durante a micção. Caso não consiga interromper o fluxo é sinal de fraqueza local. Mas cuidado, isto é um teste, e não deve ser realizado com frequência.

Tente exercitar os MAP com contrações e relaxamento da vagina, desta forma:

Deitada com joelhos flexionados, contraia e relaxa a vagina, sem ajudar com abdômen, bumbum, pernas e quadril. Apenas os músculos da vagina. Faça 10 vezes, relaxe 30 segundos e repita mais 10 vezes. Pode ser realizado inicialmente 2 vezes ao dia - FASE INICIAL.

Este é um exercício inicial para fortalecer os MAP, mas existem outros que necessitam de maior força e coordenação muscular. Neste caso é necessário o acompanhamento do fisioterapeuta com especialização na área para avaliar e continuar a evolução.

Siga a posição da figura abaixo, colocando seus dedos ao redor da vagina e na contração sinta leve movimento muscular local.




 

 

 

 

 

 

  

     Exemplo de prática:

  No ano de 2010 atendi uma senhora viúva de mais de 70 anos que realizou uma avaliação para eu ver como estava sua musculatura íntima, visto que estava namorando um homem mais jovem e gostaria de melhorar sua sexualidade. Então na avaliação verifiquei com muita surpresa que a mesma apresentava uma força muscular da vagina surpreendente, muito boa!!! Relatei que ela estava ótima com sua musculatura, passei algumas dicas para ajudá-la a melhorar ainda mais sua vida sexual. Mas perguntei o que ela fez para ter uma musculatura tão forte, mesmo tendo mais de 3 filhos de parto vaginal, e ela me respondeu: "a única coisa boa que o traste do meu marido me ensinou foi de apertar e soltar a vagina".

Então o exercício ensinado acima  (exercícios de Kegel) funciona para melhorar a vida sexual da mulher. Faça regularmente e melhore sua vida sexual.
Fonte: Fabiane Dell` Antônio


sábado, 23 de junho de 2012

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO

A Sociedade Internacional de Incontinência define incontinência urinária (IU) como a condição na qual a perda involuntária de urina é um problema social ou higiênico e é objetivamente demonstrada.
A IU é muitas vezes erroneamente interpretada como parte natural do envelhecimento. Alterações que comprometem o convívio social como vergonha, depressão e isolamento podem fazer parte do quadro clínico, causando grande transtorno aos pacientes e familiares.
A prevalência da incontinência  urinária no idoso varia de 8 a 34%.

A hiperplasia prostática benigna, que está presente em aproximadamente 50% dos homens aos 50 anos de idade, em metade dos quais causa obstrução ao fluxo urinário, e acarreta alterações significativas do trato urinário inferior, como a instabilidade do músculo detrusor.


CLASSIFICAÇÃO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO



Para fins didáticos, adotaremos a seguinte subdivisão:

1. Noctúria
Levantar-se mais de uma vez por noite para urinar é  mais freqüente dos 50 anos em diante.
A prevalência de noctúria na população adulta é de cerca 26 a 66% a partir da quinta década e chegando a 55% nos homens com mais de 70 anos de idade.


2. Incontinência Urinária Transitória
O risco de incontinência urinária transitória aumenta com alterações patológicas como infeções, ingestão hídrica excessiva, constipação intestinal crônica, depressão e dificuldade para locomoção.
A IU transitória é caracterizada pela perda involuntária de urina, precipitada por insulto psicológico, medicamentoso ou orgânico, que cessa ou melhora após o controle do fator desencadeante.
A prevalência é de 35%  em idosos nos asilos.

3. Incontinência Urinária Persistente
O termo IU persistente deve ser empregado quando a perda involuntária de urina não é causada por nenhuma comorbidade existente, não é decorrente do efeito colateral de alguma droga e persiste por pelo menos 3meses.

Existem 3 tipos: a - Urge-incontinência; b - IU relacionada ao esvaziamento vesical inadequado; c - IU de esforço – ESTA É A MAIS COMUM!!!



FONTE: Reis RB, Cologna AJ, Martins ACP, Tucci Jr S, Suaid HJ. Incontinência urinária no idoso. Acta Cir Bras [serial online] 2003 vol 18.

1. Noctúria
2. Incontinência urinária transitória
3. Incontinência urinária persistente

sábado, 19 de maio de 2012

DEPOIMENTO DE PACIENTE

DEPOIMENTO DE PACIENTE
Me chamo A.C. , tenho 41 anos, e um filho de seis anos.
Há dois anos atrás estive numa palestra da dra. Fabiane, intitulada "Saúde Sexual da Mulher", no qual foi uma palestra bastante esclarecedora e me motivou a ir buscar um tratamento, que até então eu não tinha conhecimento, e nem imaginava o quanto eu "precisava" cuidar da minha musculatura íntima.
 
           Tive uma gestação difícil, pois sou bipolar, mas tudo ocorreu dentro da normalidade, foram 40 semanas, no momento do parto foi necessário usar o fórceps porque a dilatação não passou de nove centímetros, pós-parto tive o cóccix fraturado devido ao esforço de expulsar o bebê,  inflamação nos ligamentos do osso do púbis, e a bexiga ficou caída. Não podia correr, tossir, espirrar, gargalhar que escapava "xixi".
A vontade de fazer "xixi" era a todo instante, durante a noite levantava de duas a três vezes pra ir ao banheiro.
Nas relações sexuais sentia dor e pouca lubrificação.
Comecei o tratamento de fisioterapia em sexualidade com a dra. Fabiane há dois meses, a primeira consulta foi muita esclarecedora e me fez perceber o quanto a musculatura da minha vagina estava debilitada devido ao parto normal, e também o porquê de eu não estar tendo prazer nas relações sexuais.
As sessões de fisioterapia no consultório e os esclarecimentos que recebo estão trazendo resultados muitos satisfatórios pra mim, ou melhor, estão superando a minha expectativa. Após seis sessões no consultório e com os exercícios realizados em casa já percebi que a vontade de fazer "xixi"  a todo instante passou, não levanto mais a noite pra ir ao banheiro. Na relação sexual tenho mais percepção dos meus músculos vaginais e está melhorando a cada dia.
O tratamento ainda não terminou, mas os benefícios até agora alcançados já são bastante significantes e importantes.
Além de toda parte física que trabalhamos nas sessões de fisio, as dúvidas e falta de conhecimento sobre sexo estão sendo esclarecidas. As dúvidas sobre sexualidade ela esclarece de uma forma muito didática, simples, não deixando a minha "vergonha" dificultar o tratamento.
Ainda não terminei o tratamento e já estou sentindo todas estas mudanças, tenho certeza de que no final estarei bem melhor, e devido ao tratamento da fisioterapia minha autoestima está melhorando a cada dia, fundamental pra se ter uma vida sexual feliz e plena.  
 Fonte: A.C. 

            
            Recebi de A.C. este depoimento por e.mail no dia 19 de maio deste ano, e foi publicada no mesmo dia, sem alterações.
           Agradeço muito a você A.C. pela sua participação na divulgação desta área de atuação tão importante para as pessoas, e ainda muito desconhecida. Parabéns pela sua busca e determinação em ser a cada dia melhor em tudo o que faz!!!.     Fabiane Dell` Antônio

sexta-feira, 18 de maio de 2012




DISFUNÇÃO ERÉTIL – DE


Disfunção erétil é a incapacidade persistente ou recorrente de obter e/ou manter uma ereção adequada até a conclusão da atividade sexual, o que causa acentuado sofrimento ou dificuldades interpessoais (DSM-IV-TR).
Esta é a disfunção sexual masculina mais comum após os 40 anos, e estima-se que 45% dos homens brasileiros apresentam dificuldade na ereção.
Abdo (2010) descreve como fatores de risco para DE:
1-      Maus hábitos de vida – sedentarismo, obesidade, tabagismo, alcoolismo, estresse e uso de drogas ilícitas;
2-      Fatores psicossociais, de personalidade, conflitos de relacionamento, dificuldades econômicas e questões culturais;
3-      Doenças de natureza neurológica, vascular, hormonal, respiratória, renal e hepática;
4-      Efeitos adversos de medicamentos;
5-      Cirurgias e traumas.


Fases da ereção:

A Primeira fase ocorre quando há um estímulo sexual e liberação de neurotransmissores que, que promoverá a dilatação dos vasos e compartimentos penianos, os corpos cavernosos, com consequente aumento de volume de sangue nos mesmos.
Na Segunda fase, esse crescente  fluxo sanguíneo no pênis faz com que os corpos cavernosos se distendam, aumento o pênis de tamanho chegando a ereção parcial (tumescência).
Na Terceira fase ocorre a ereção completa. Esse grande volume de sangue que chega ao pênis o distende fazendo com essa distensão vede o retorno desse sangue. A manutenção do sangue nos corpos cavernosos leva a uma ereção completa.
A ereção rígida acontece na Quarta fase. Quando acontece são vedadas as possibilidades de perda desse volume de sangue, o corpo escponjoso, a glande e as demais veias também se enchem de sangue, o que promove maior rigidez à ereção. É nesta fase que ocorre a ejaculação.

A quarta fase, pode ser otimizada pelo fortalecimento dos músculos do períneo, especificamente os isquiocavernosos (IC) e bulboesponjoso (BE), que ficam na base do pênis. A função deles é manter a ereção e controlar a ejaculação, respectivamente.  O fortalecimento dos músculos do glúteo e os abdominais também favorecem o aumento de fluxo sanguíneo para a pelve, e consequentemente para o pênis.


                      Fig. MAP – masculino

A Quinta fase, e última da ereção consisti no retorno ao estado de flacidez, onde o pênis fica mole. Após a ejaculação estímulos adrenérgicos (adrenalina) fazem com que os vasos do pênis se contraiam esvaziando-os. Fase esta também chamada de desentumescência.

Percebeu que na última fase é a adrenalina que faz com que o pênis volte ao seu estado flácido? A adrenalina é o mesmo neurotransmissor que é liberado quando estamos ansiosos ou com medo de alguma coisa. Ou seja, quanto maior a ansiedade, maior a quantidade de adrenalina, maior a probabilidade do pênis permanecer no estado flácido, dificultando assim a ereção. Ou mesmo, quando obtendo ereção, pode causar ejaculação precoce.

Fonte: Carmita Abdo
            Mauro L. Barbosa Jr.

  

          PRÁTICA PROFISSIONAL  -  Relato de Caso

No consultório atendi muitos homens com queixa de DE, e na maioria do caso a origem é devido ao estresse e problemas conjugais.
Estes dois fatores provocam na região peniana modificações na circulação e alteração no tônus dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP), afetando os músculos responsáveis pela ereção e ejaculação.
A Fisioterapia atua com exercícios, orientações, eletroestimulação entre outras técnicas, todas com objetivo de tratar ou prevenir disfunções vasculares, musculares e arteriais. Visto que atua no aumento da circulação do pênis.
Ultimamente tenho observado que os pacientes homens reclamam da falta de desejo das suas companheiras, que em sua maioria estão na fase da menopausa (assunto que será abordado futuramente neste Blog). Neste caso recomendo diálogo entre o casal, e que ele incentive a esposa a agendar uma consulta com seu ginecologista.

Conclui-se que a prevalência da DE está aumentando devido ao estresse e problemas conjugais.
Disfunção sexual de um cônjugue resulta em disfunção no CASAL.
Procure tratamento!




           Fonte: Fabiane Dell` Antônio

sábado, 5 de maio de 2012


ESTÉTICA E SEXUALIDADE


A INFLUÊNCIA DA MASSAGEM MODELADORA NA MELHORA DA SEXUALIDADE FEMININA


Nos dias atuais existe um padrão de beleza imposto pela população aonde atinge a maioria das mulheres, e devido a este padrão de beleza cresce a procura por tratamentos estéticos  como a massagem. Esta procura ocorre porque a massagem melhora a circulação, facilita o retorno venoso, além de melhorar a aparência estética, promove relaxamento e bem estar. Se a massagem for executada adequadamente pode reduzir medidas, estimula a circulação sanguínea, faz harmonização dos contornos corporais, melhora a ansiedade, interferindo assim na qualidade de vida e na autoestima da mulher.
Para as mulheres a vontade de melhorar a sua aparência fisíca faz com que  diminui o descontentamento com o corpo, além de deixarem de ser alvo de discriminações.
Segundo um estudo piloto de Tacani et al. (2010), 84,3% das mulheres procuram por tratamentos estéticos porque as alterações hormonais podem provocar aumento de peso, do volume e do contorno corporal, e dessa forma cresce a procura por massagem tida como redutoras ou “modeladoras”.
Estudos bservaram que a imagem corporal refere-se a um exagero voltada pela apreciação do próprio corpo como fonte de prazer, satisfação e beleza. A imagem corporal refere-se ao que se tem em mente da forma do corpo, como também dos sentimentos que se relacionam com essas características, ela envolve diversos fatores dentre eles estão os  emocionais e as atitudes. Visto que algumas mulheres se relacionam com seus companheiros estáveis após passarem por um tratamento estético, pois  a relação afetiva com o marido ou namorado tem grande influência para acarretar a desvalorização de si mesma pelos defeitos colocados no corpo. Diante deste pensamento, os autores Antonioli; Simões (2010) identificaram como fatores necessários de serem abordados sobre a alteração ou insatisfação sexual as emoções negativas, imagem corporal inadequada, experiências sexuais traumáticas, insegurança no desempenho sexual, relação sexual com dor ou história de abuso sexual, fatores educacionais e culturais, desinformação sobre sexualidade, ortodoxia religiosa e conflitos com o parceiro.
Em relação a importância da estética para as mulheres atuais, observa-se na literatura que a obesidade está associada a características negativas, e a insatisfação com o corpo vem frequentemente sendo associado a falta de desejo relativo.

 
Este estudo foi realizado através de entrevista com cinco mulheres, todas  com no mínimo cinco sessões de tratamento já realizadas de massagem modeladora, idade entre 20 a 55 anos, casadas ou com um companheiro estável nos últimos três meses. 

Observou-se com esta pesquisa que estas mulheres fazem o uso da massagem modeladora pela busca da estética corporal, sendo que todas as entrevistadas perceberam melhora na estética do corpo após este tratamento. Porém, em relação a influência da massagem modeladora na melhora da sexualidade feminina, verificou-se que a correlação foi em 40% das pesquisadas. Todas as entrevistadas não associam boa prática sexual com um corpo magro.
Sugere-se que novos estudos sejam realizados, visto que a amostra foi muito pequena, e o assunto necessita de comprovação científica sobre a influência dos tratamentos estéticos corporais na sexualidade feminina.


Fonte:
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Tecnólogo em Cosmetologia e Estética na Universidade do Vale do Itajaí, Campus – Balneário Camboriú (SC), 2011.
Autoras: Antigoni V. Dimitriou e Camilla D. de Melo Costa (cel. 9659.0056 - Blog:mulheresvaidosasestetica.blogspot.com.br)
Orientadora: Profª MSc. Fabiane Dell` Antônio
ESTÉTICA E SEXUALIDADE


ESTUDO DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL NA AUTOESTIMA E SEXUALIDADE FEMININA


A mídia contemporânea vincula somente corpos que se encaixam em um padrão estético “aceitável”, mediado pelos interesses da indústria de consumo. Modelos corporais são evidenciados como indicativo de beleza, estética e ideais de saúde, magreza e “atitude”. Configurando-se como objeto de desejo um corpo bonito, jovem, “malhado”. Esse conjunto de fatores acabou por criar no imaginário social uma associação entre “corpo ideal” e sucesso.
Este modelo nos preocupa, pois devemos ter uma imagem corporal aceita por nós mesmos, de acordo com nossa genética e estilo de vida.   Visto que a percepção do nosso corpo é a maneira pela qual nós o percebemos, é a representação mental do mesmo. Diante deste pensamento, observa-se em estudos que doenças ou deficiências podem levar a alterações ou distúrbios de imagem corporal, assim, ocorrem mudanças em nossa identidade, dentre elas a identidade sexual que são um dos aspectos constituintes do ser humano.
Basson (2005) afirma que para uma atividade sexual adequada é fundamental para a mulher manter elevada a autoimagem e bem estar, assim como se sentir atrativa, feminina, amada e/ou desejada. De acordo com Costa et al. (2008); Pinto (2008), a insatisfação com a imagem corporal e baixa autoestima podem contribuir para alteração da satisfação sexual, pois se o indivíduo está insatisfeito com o próprio corpo, não se sente bonito e atraente, evita o contato com outras pessoas.
Este estudo foi realizado com quatorze mulheres, idade entre 30 a 50 anos, que realizaram tratamento estético corporal através de drenagem linfática, com no mínimo cinco sessões de tratamento realizadas até o momento da entrevista, sendo que o período da realização da entrevista foi entre agosto a outubro de 2011.

Com este estudo observou-se que todas as mulheres entrevistadas buscaram o tratamento com DLM com o objetivo de melhorar a estética corporal. Sendo que a maioria das mulheres, 85,72%, cuidam da estética corporal, e buscam conhecimento e cuidados com o seu sexo através de leituras, e com menos frequência as buscas ocorrem em sites, profissionais da saúde, televisão e amigos. Já em relação ao aumento da autoestima, 50% das entrevistadas responderam que obtiveram melhora na sua autoestima após o início do tratamento de DLM. Em relação a melhora da sexualidade após o início deste tratamento, verificou-se que ocorreu em 50% destas mulheres, com aumento na frequência e no desejo sexual. Assim como observou-se que a maioria destas pesquisadas, com total de 85,72% apresentaram vontade de melhorar o seu prazer na relação sexual.
Conclui-se com este estudo que a drenagem linfática manual proporciona aumento na autoestima, assim como melhora a sexualidade das mulheres.




Fonte:
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia na Universidade do Vale do Itajaí, Campus - Biguaçu (SC), 2011. Autoras: Fisioterapeutas Célia R. Caetano Fernande  e   Fabiane Eckstein Larroyd.
Orientadora: Profª MSc. Fabiane Dell` Antônio


Contatos: Célia R. Caetano Fernandes -  Clínica Benefisio  -  Fone: (48) 9641.2041 -  Florianópolis - SC

                Fabiane E. Larroyd  - Clínica Moça Faceira  -  Fone:  (48) 9147.4114  -  Florianópolis - SC